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Trump diz que não tomou partido nas eleições no Brasil a pedido de Lula
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Trump diz que 'não vai se envolver' e evita comentar carta de FlávioO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que não interferiu no pleito eleitoral brasileiro a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump também mencionou que conversará com Lula, mas mais uma vez evitou confirmar se reconhece a vitória do mandatário brasileiro.Questionado sobre quem teria vencido as eleições no Brasil, o republicano afirmou: "Não quero comentar isso agora". Ele voltou a classificar o processo eleitoral como "vergonhoso", sem apresentar evidências. "Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil... bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil", declarou. Diferente da postura adotada em outros pleitos na América Latina, Trump absteve-se de apoiar publicamente qualquer candidato no Brasil. O governo brasileiro ainda não havia se pronunciado sobre a declaração até a última atualização desta reportagem. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tem encontro marcado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante a reunião de chanceleres do G20, que ocorre na sexta-feira (30) e no sábado (31) em Atlanta, nos EUA.Na quarta-feira (28), Trump já havia afirmado que o pleito brasileiro foi "muito estranho", mas esquivou-se de comentar a carta divulgada pelo senador derrotado Flávio Bolsonaro, na qual este se autointitulava "líder do Brasil". O líder norte-americano confirmou a autorização para a entrada de Flávio no país, mas reiterou que não se envolverá no assunto. O senador chegou aos EUA na quarta-feira em um voo particular, após deixar o Brasil por via terrestre rumo à Argentina, com escala no Equador.As acusações de fraude eleitoral, propostas sem apresentação de provas, entram em rota de colisão com o resultado oficial chancelado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O PL, partido de Flávio, reconheceu o resultado, embora tenha acionado a Justiça em busca de esclarecimentos.





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