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Doação de órgãos de engenheiro morto após ato em Santos é autorizada

por Redação Pérola FM

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Grupo fez live agredindo e roubando engenheiro que se afastou de ato pró-Lula

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A família do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha , agredido por um grupo de criminosos depois de participar de um ato político pró-Lula em Santos, no litoral de São Paulo, autorizou a doação de órgãos do jovem, que teve a morte cerebral confirmada. Ao g1 , o pai contou que a decisão levou em consideração o desejo do filho de ajudar o próximo.

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Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina , em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), na madrugada deste sábado (24). Ele se afastou do evento para ir ao banheiro, quando foi abordado e agredido por ao menos sete homens, que gravaram o crime ( veja acima ).

O jovem chegou a ser socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada pela família no domingo (25) , quando foi transferido da Santa Casa de Santos para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo o pai dele, Marcelo Rodrigues da Rocha, faltava um exame para confirmar a irreversibilidade do quadro, cujo resultado saiu nesta segunda-feira (26).

Apesar da morte encefálica, o engenheiro seguiu no hospital para a retirada dos órgãos nesta terça-feira (27). De acordo com o pai, a família não impôs restrições quanto ao que iria para a doação, pois o objetivo é ajudar a maior quantidade de pessoas possível.

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"Nós falamos que o que puder ajudar outras vidas, poderia [doar]. Seria a vontade dele", afirmou Rodrigues.

Segundo o pai, o engenheiro sempre foi uma pessoa de coração puro, que não tinha maldade em nada, e deixou como legado a bondade e a alegria que carregava. Por isso, a família autorizou a doação de órgãos.

"Ele era uma pessoa tão boa, tão boa, que isso era o desejo dele. Sempre foi de ajudar as pessoas, então a gente está satisfazendo o desejo dele", afirmou Marcelo Rodrigues.

Conforme a SSP-SP, a equipe do 4º Distrito Policial (DP) está empenhada em identificar e localizar os agressores da vítima. Para isso, os policiais analisam imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais do momento em que Marcelo foi abordado e agredido.

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Os investigadores também trabalham a partir de depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada agressor. Questionada pela equipe de reportagem, a SSP-SP não informou se apura a possibilidade de crimes de ódio.

Segundo testemunhas ouvidas pelo g1 , os amigos estranharam a demora de Marcelo no banheiro e começaram a procurá-lo. Ainda de acordo com os relatos, o engenheiro foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

A Prefeitura de Santos informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Marcelo à Santa Casa de Santos, onde ele ficou internado.

A Polícia Militar também foi acionada, mas a vítima já havia sido socorrida quando os agentes chegaram ao local.

Por meio de nota, a Esquerdantina confirmou ao g1 que Marcelo foi agredido e deixado inconsciente no local, onde foi socorrido. O grupo afirmou que exige "a rápida apuração e consequente punição aos responsáveis".

Embora a motivação da agressão ainda não tenha sido esclarecida, a Esquerdantina também manifestou repúdio à homofobia.

"Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política", ressaltou.

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