Baixada Santistahá 1 dia
Engenheiro agredido e morto após ato político se preparava para estudar fora do país, diz pai
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Grupo fez live agredindo e roubando engenheiro que se afastou de ato pró-Lula
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O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, morto após ser agredido ao se afastar de um ato político em Santos , no litoral de São Paulo, havia ingressado no mestrado neste ano e pretendia fazer estágios científicos fora do Brasil . Ao g1 , a orientadora dele contou que o jovem já havia sido pré-selecionado em um edital de apoio financeiro para estágio na França.
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Marcelo participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) na madrugada deste sábado (24). Ele se afastou do evento para ir ao banheiro, quando foi abordado e agredido por ao menos sete homens, que fizeram uma live durante o crime (veja acima) . O jovem chegou a ser socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada dias depois .
O Campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) suspendeu as aulas e atividades de terça-feira (27) em luto pela morte do estudante.
Segundo apurado pelo g1 , Marcelo ingressou na instituição por meio do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia do Mar (BICT-Mar) em 2017. O jovem se formou em 2021 e, no mesmo ano, ingressou no curso de Engenharia Ambiental da universidade. Ele concluiu a graduação em 2023 e apenas três anos depois retornou à Unifesp para o mestrado.
O pai dele, Marcelo Rodrigues da Rocha, contou que a família mora na capital paulista, mas o filho se mudou para a Baixada Santista para estudar. Na época, ele morou em um apartamento alugado em Santos.
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Após a formação em Engenharia, o jovem voltou a São Paulo, onde iniciou carreira. Já em 2026, ele ingressou novamente na Unifesp de Santos, desta vez, com o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira. Rocha disse que o filho dividia a rotina entre a capital e o litoral paulista, onde ficava na casa de amigos.
"Resolveu seguir a vida de querer ser professor, que era o sonho dele" , ressaltou o pai.
Dentro da família, Marcelo era conhecido pela bondade e alegria . "Era uma pessoa pura de coração, não tinha maldade nenhuma", afirmou o pai. Ele contou o filho sempre se mantinha brincalhão e extrovertido, independente da circunstância. "Poderia estar triste, sofrendo, mas para o mundo era sempre uma pessoa", finalizou.
Ao g1 , a docente e pesquisadora no Instituto do Mar da Unifesp, Fabiane Gallucci, contou que o estudante era apaixonado pelo mar e pela pesquisa. "Desde o início da graduação, ele se destacou pela dedicação e pelo compromisso com a vida acadêmica. Não há professor do IMar que não guarde uma lembrança carinhosa dele", afirmou.
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De acordo com ela, Marcelo era muito proativo e conquistou o carinho e admiração de colegas participando de projetos de monitoria e de extensão universitária. Para ela, atualmente o jovem vivia uma fase de "conquistas e novas perspectivas" com o mestrado, onde desenvolvia uma pesquisa sobre a biodiversidade de animais microscópicos, que vivem associados a fontes hidrotermais no mar profundo.
Segundo Gallucci, o estudo buscava ampliar o conhecimento sobre esses ecossistemas ainda pouco conhecidos, contribuindo para sua conservação. "A pesquisa era financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio de uma bolsa de mestrado conquistada por mérito próprio, e contava com a colaboração internacional de um instituto de pesquisa na Alemanha", explicou.
A orientadora de Marcelo contou que o estudante tinha planos de fazer estágios científicos na Alemanha e na França, com perspectivas de financiamento internacional.
"Para o estágio na França, já havia sido pré-selecionado em um edital de apoio financeiro. Marcelo viveu a vida acadêmica em sua plenitude, com entusiasmo, generosidade e dedicação à ciência", afirmou.
Gallucci disse ainda que o aluno deixou um enorme legado para toda comunidade cientista da Unifesp . "Seu amor pelo mar, seu interesse pelo conhecimento e sua contribuição à comunidade acadêmica permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele e compartilhar parte de sua trajetória", ressaltou.
Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24). Ele se afastou do evento para ir ao banheiro, quando foi abordado e agredido por ao menos sete suspeitos, que gravaram o crime.
Segundo testemunhas ouvidas pelo g1 , os amigos estranharam a demora de Marcelo no banheiro e começaram a procurá-lo. Ainda de acordo com os relatos, o engenheiro foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
A Prefeitura de Santos informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Marcelo à Santa Casa de Santos, onde ele ficou internado e teve morte cerebral confirmada no domingo.
Engenheiro é agredido e roubado por grupo após se afastar de ato pró-Lula
Dois adolescentes foram apreendidos na terça-feira (27), suspeitos de integrar o grupo. Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, um jovem de 17 anos é lutador de boxe e considerado suspeito de ter dado um soco que fez a vítima cair no chão.
O outro menor tem 14 anos e se apresentou no 3º Distrito Policial (DP), onde foi ouvido e apreendido. Além dos dois adolescentes, a equipe do 4º DP identificou outros cinco suspeitos, sendo três menores e dois maiores. Os mandados de prisão e internação provisória já foram expedidos.
A conta usada pelo grupo que agrediu e roubou o engenheiro foi banida pelo TikTok. Por meio de nota, a plataforma de vídeos confirmou ao g1 que a conta foi banida por violar as Diretrizes de Comunidade. A rede social acrescentou que está colaborando com as autoridades policiais nas investigações do caso.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso é investigado como latrocínio porque o celular e outros pertences de Marcelo foram levados pelos agressores.
Ainda de acordo com a SSP-SP, a equipe do 4º DP está empenhada em localizar os agressores da vítima. Os investigadores também trabalham a partir de depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada agressor.





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