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Supertufão atinge ventos de 296 km/h e acende alerta na Ásia; Brasil não será afetado

por Redação Pérola FM

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O supertufão Champi atingiu ventos sustentados de 296 km/h e se tornou o ciclone tropical mais forte de 2026. Apesar da intensidade, a tempestade não deve atingir o Brasil . O sistema avança pelo Oceano Pacífico em direção à Ásia, mas ainda há incertezas sobre sua trajetória.

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Segundo informações divulgadas pela Nasa, a agência espacial norte-americana, o Champi alcançou força equivalente à de um furacão de categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson. O fenômeno ganhou intensidade sobre o Mar das Filipinas, a leste das Filipinas e a sudeste de Taiwan.

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Os modelos meteorológicos divergem sobre o caminho que o ciclone deve seguir. Algumas projeções indicam deslocamento em direção a Taiwan e, posteriormente, à China. Outras apontam uma mudança de rota para nordeste, rumo ao Japão.

Da formação à categoria máxima

O Champi se formou como tempestade tropical na quinta-feira (15) e levou menos de dois dias para atingir intensidade equivalente à de um furacão de categoria 4. No sábado (17), passou a menos de 16 quilômetros de Guam, território dos Estados Unidos na região da Micronésia.

Desde então, o sistema alternou períodos de intensificação e enfraquecimento, chegando três vezes à categoria máxima. Na terça-feira (20), a pressão atmosférica no centro da tempestade foi estimada em 895 hectopascais (hPa), característica de sistemas extremamente intensos.

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Na quarta-feira (21), o ciclone começou a perder força , embora ainda mantivesse ventos intensos. O pico de 296 km/h superou os cerca de 289 km/h registrados pelo furacão Polo, próximo ao México, em setembro , mas ficou abaixo do recorde de 346 km/h do furacão Patricia, em 2015.

Por que o olho do tufão aumentou?

Outro aspecto que chamou a atenção dos meteorologistas foi a mudança no tamanho do olho do Champi, a região central de relativa calmaria. Quando passou perto de Guam, essa área tinha entre 8 e 10 quilômetros de largura. Dias depois, imagens mostraram um olho com aproximadamente 56 quilômetros.

A alteração está relacionada a um processo de reorganização interna comum em ciclones muito intensos. Uma nova faixa de nuvens e tempestades pode se formar ao redor da parede do olho original, estrutura que concentra os ventos mais fortes e as chuvas mais intensas.

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Com o avanço desse processo, a nova faixa pode substituir a anterior, ampliando o olho e provocando uma redução temporária na velocidade dos ventos. Depois, a intensidade pode voltar a aumentar.

A transformação ajuda a explicar as mudanças observadas no Champi, que continuou sendo uma tempestade extremamente forte mesmo durante a reorganização de sua estrutura.

Tags:

Ásia

Furacão

meteorologia

Supertufão

Tempestade

ventos

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